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quarta-feira, 9 de março de 2011

A HISTÓRIA CONTA - O Sistema Internacional de Medidas

          Desde o surgimento das civilizações, fazia-se necessário medir as coisas, como a extensão do império, o volume de tecido produzido num dia, a altura de uma torre, a duração do ano.
          No início, foram usadas unidades baseadas em partes do corpo humano: côvados, braças, pés, polegadas, palmos etc, A desvantagem desses sistemas estava na imprecisão ao medir e na arbitrariedade da escolha. Se um rei gordo usasse sua mão para medir as polegadas, o resultado seria diferente do obtido por uma rainha magra.
          Para tentar unificar as medidas, o governo republicano francês pediu à Academia de Ciências da França, em 1789, que criasse um sistema baseado numa constante "natural". Assim, foi criado o sistema métrico decimal, constituído de três unidades básicas:
               • O metro (m): Foi a unidade escolhida para medir comprimentos. Na época foi definida como "a
décima milionésima parte da quarta parte do meridiano terrestre", ou seja, dividiu-se um meridiano em 40 000 000 de partes iguais. Para torná-Io visível e aplicável, foi construída, em 1799, uma barra de platina de secção retangular, com 25,3 mm de espessura e 1 m de comprimento de lado a lado. Como esse padrão não é mais utilizado, ele é conhecido como "metro do arquivo".
               • O litro (l): Unidade escolhida para medir volumes. Definida como "o volume de um decímetro cúbico". Apesar de não ser mais considerado uma unidade de base, o litro permanece bastante usado na prática, como medida de capacidade para líquidos.
               • O quilograma (kg): Unidade escolhida para medir massa. Definida como "a massa de 1 litro de água na temperatura de 4,44 °C". Para torná-lo visível, construiu-se em 1799 um cilindro de platina iridiada, de diâmetro e altura iguais a 39 milímetros.
          O Brasil aderiu à chamada Convenção do Metro em 20 de maio de 1875, quando 17 países apoiavam a proposta. Nessa Convenção criou-se o Bureau Internacional de Pesos e Medidas (BIPM), sediado próximo de Paris, com a missão de assegurar a unificação mundial das medidas físicas.
          A partir de 1889 foram sancionados novos protótipos internacionais para o metro e o quilograma. Essas duas grandezas, além do tempo, medido em segundo, constituíram a base do novo sistema de unidades, conhecido como MKS (iniciais das três grandezas de base).
          Em 1946, foi acrescentada uma unidade de base de natureza elétrica - o ampère.
          Uma pesquisa mundial do BIPM, em 1954, introduziu mais duas unidades de base ao sistema: o
kelvin (temperatura) e a candela (intensidade luminosa).
          O sistema, então com seis unidades de base, recebeu o nome de Sistema Internacional de Unidades (SI) em 1960.
          Em 1971, o mal foi introduzido como unidade de base para medir a quantidade de matéria, elevando o número de unidades de base para sete.
          Vale lembrar que as definições das unidades de base estão sendo constantemente atualizadas, de acordo com as novas exigências tecnológicas e científicas.
          O Brasil adotou o SI em 1962. Em 1988, o Conselho Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Conmetro) ratificou a adoção do SI no país e tornou seu uso obrigatório em todo o
território nacional.

2 comentários:

  1. Que postagem interesante tino, da pra entender lgl e está bem objetivo parebens =D

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